segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Globalização e Novos Paradigmas

O sistema capitalista sofreu grandes transformações após a mundialização neoliberal e a globalização do mercado, do dinheiro e do trabalho. Nessa nova conjuntura, soma-se a mercantilização da educação, da cultura, e do conhecimento (já denunciados pela Escola de Frankfurt) à impotência dos Estados sobre seu capital.

Enquanto em um estado nação você elege representantes, e tem-se, pelo menos, a impressão de estar participando das decisões políticas, num estado globalizado é difícil dizer quem é responsável por decidir politicamente e quais são os órgãos regulamentadores. Os conceitos de Estado, Povo, Cidadania foram abaladas por esse novo modelo.

Para esse novo contexto são necessários novos paradigmas, não mais uma visão simplista e dualista da contemporaneidade. Porém, a lógica de pensar o mundo ainda é a mesma pré 2007 (crescimento, aumentar o crédito). Após a crise do mercado financeiro, ainda se tenta arrumar as coisas com diversas medidas como produção em países com mão de obra barata, abatimento dos custos da matéria prima, mercado de ações, estímulo direto a capital de alta tecnologia, porém elas não são o bastante. Estamos em outra configuração mundial, globalizada e digital, e essa nova configuração precisa de um novo projeto.

A partir de 2007 o mercado tende a ficar mais competitivo, podendo a mão de obra especializada migrar para países emergentes como Brasil, China, Índia. A Escola de Frankfurt e outras teorias pré-sociedade digital não dão conta de explicar esse cenário em que nos encontramos. Essa era marca o fim das certezas absolutas, e apesar dos pesares (desigualdade, violência, mercantilização) é necessário fugir do pessimismo e desesperança inférteis de alguns teóricos de esquerda.

Kurz, em seu texto “Perdedores Globais” diz que temos que ter um pensamento mais dinâmico, uma agilidade de análise. Temos que repensar uma matriz política, estética, educacional diferente. Nós não devemos ter, pois, um pensamento anacrônico ao mundo que vivemos, mas também não podemos aderir a ele cegamente: podemos subvertê-lo, repensar a contemporaneidade, a questão do corpo, do espaço, da técnica e da psicotécnica.

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