terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Corpo Vazio

Desde os tempos mais longínquos da filosofia e da ciência a noção de corpo é separada em duas áreas: a alma e a "carne". O pensamento humano sempre foi direcionado para o corpo espiritual e mental, pois achava-se que eram essas as áreas que engrandeciam o ser humano. Os instintos e desejos eram considerados sentimentos que deveriam ser controlados.

Da mesma maneira que a filosofia, muitas outras áreas entendem o corpo como uma ferramenta ou utensílio, algo funcional e não orgânico. A arte, por exemplo, o vê como mero suporte.

Essa ideia prevalece até hoje, na pós modernidade, quando se criou o conceito do corpo sem órgãos: algo vazio, que serve apenas como utilitário, uma tela em branco para ser inserida em contextos tribais: um avatar.

Isso se seu principalmente por causa da influência da tecnologia nas dinâmicas sociais: um corpo não tem a velocidade necessária nem capacidade de armazenamento suficiente para acompanhar estes processos. Isso pode levar a sociedade a uma dependência total das máquinas. Além disso, toda a importância dada aos "avatares" gera patologias como a anorexia e a bulimia, além de vício em cirurgias plásticas e exercícios: estamos na cultura que prega que somos o que parecemos.

Perdedores Globais

Com a globalização, empresas tornaram-se internacionais e produzem cada parte de seus produtos em um país. Mais do que isso, esse sistema tornou-se vigente nas tecnologias e no aprendizado também. O Brasil passou apenas a ser uma sede, sem que o país ganhe nada com o que produz. Tornamo-nos meros consumuidores, e não produtores. O problema disso é que, ao invés de poder crescer economicamente, estamos apenas nos tornando consumidores, dependentes das tecnologias de outros países.

Uma grande exemplo disso é a "importação de cérebros", algo cada vez mais comum em países emergentes como o nosso. Estudiosos, pesquisadores e universitários são convidados a contribuir com a ciência de outros países, que lhes dão verba para desenvolverem novas tecnologias e medicamentos. No final, nossos intelectuais produzem algo que é propriedade de outro país e nós, por consequência, teremos de comprar esse produto, pagando, obviamente, mais caro. Se incentivássemos a pesquisa aqui, poderíamos nós vender essas tecnologias e ganhar com isso.

Também por essa razão, por sermos consumidores-dependentes e não "fabricantes", o sistema de ensino mudou: os universitários não são treinados para criar, mas para utilizar as ferramentas: formamos usuários, não criadores.

Se investíssemos corretamente na educação, poderíamos nos tornar um país mais rico e com mais influência, que teria mais capacidade para crescer, enriquecer e melhor educar seus cidadãos.

Alta Tecnologia Brasileira

Um estudo preparado pela ONU, informa que está saindo caro para a economia brasileira a falta de investimentos no setor de inovação tecnológica do País. Segundo a pesquisa, durante a década de 90, o governo liberou o comércio sem que houvesse um forte incentivo à pesquisa.

O resultado, dez anos depois, é o aumento da importação de tecnologia pelas empresas, a queda no número de cientistas e uma pressão negativa sobre a balança de pagamentos diante dos royalties cobrados pelas empresas estrangeiras.
As bolsas de pesquisa também sofreram uma redução de quase 4% por ano", diz Mani. Com a combinação da queda de incentivos para o setor e a abertura da economia para o mercado internacional, a opção preferida pelas empresas nacionais foi importar tecnologia.

Uma prova da queda da atividade científica no Brasil é que durante os anos 90, a participação de produtos de alta tecnologia na pauta de exportação nacional aumentou de 6% para apenas 9% em dez anos. O estudo aponta que, a partir de 2000, o governo reconheceu que o setor precisava ser reformado e tentou corrigir os danos dando incentivos para dez áreas da produção. O problema, segundo a ONU, é que não adianta dar dinheiro se a política de inovação tecnológica foi atingida em seus fundamentos. "Agora não adianta dar recursos depois que as empresas já fizeram acordos de longo prazo com inúmeros países para fornecer a tecnologia que não tinham.

É preciso construir uma política de inovação tecnológica que leve em conta a formação de novos pesquisadores e que incentive as empresas a ter seu próprio departamento de inovação", afirma Mani.
Sem ter a alta tecnologia nas mãos o Brasil sempre será um país dependente e subdesenvolvido.
O economista da Harvard, Jeffrey Sachs, defende que o Brasil deveria estimular a exportação de produtos de alta tecnologia, criticando o fato de o país não estimular a implementação de indústrias deste porte em território nacional e menosprezar os mercados externos.
Não basta somente exportar produtos de maior valor agregado e atrair estas empresas com miragens. É preciso criar uma cultura de ciência e estímulo à tecnologia própria, a qual o Brasil está anos-luz de outros países congêneres. Tudo bem, que precisamos pagar as contas, mas é preciso analisar, a longo prazo, como nós podemos construir um mundo desenvolvido em nosso país.


Caroline Armando Tavares - 07002644

"Evolução" - 01/12

Com o Processo de Globalização observamos uma queda dos custos energéticos, uma internacionalização do capital e o surgimento de novas tecnologias em comunicação e transporte.
Anteriormente, em 1929, o fluxo circular possiblitava o desemprego zero, a distribuição de rendas para pobres, a diminuição de impostos e uma organização do estado, esta que se dava através da leitura do espaço.
Pouco tempo depois, em 1973, a Crise do Petróleo gerou uma quebra na América Latina, fazendo com que surgisse a Teoria da Dependência / Interdependência, e quando há crise, logicamente, alguém sai perdendo e alguém ganha. Também, em 1973, ocorre a introdução do processo de globalização, da indústria de sintéticos, da biotecnologia, da informatização, da automação que gerou desempregos, além da valorização nos créditos e no mercado de ações.
Já em 2007, consequentemente, houve uma crise devido ao excesso de crédito. Surgiram mais mercados competitivos oriundos de países emergentes, contrariamente temos uma circulação e um acúmulo de renda. Começamos neste ano a pensar em sustentabilidade, já que produzimos em larga escala lixos tecnológicos.
Percebemos que essas “evoluções” nos deixaram sem projetos estabelecidos, vivemos conforme a administração em controle, isso acaba gerando um modelo fluído e dinâmico de controle.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Globalização e Novos Paradigmas

O sistema capitalista sofreu grandes transformações após a mundialização neoliberal e a globalização do mercado, do dinheiro e do trabalho. Nessa nova conjuntura, soma-se a mercantilização da educação, da cultura, e do conhecimento (já denunciados pela Escola de Frankfurt) à impotência dos Estados sobre seu capital.

Enquanto em um estado nação você elege representantes, e tem-se, pelo menos, a impressão de estar participando das decisões políticas, num estado globalizado é difícil dizer quem é responsável por decidir politicamente e quais são os órgãos regulamentadores. Os conceitos de Estado, Povo, Cidadania foram abaladas por esse novo modelo.

Para esse novo contexto são necessários novos paradigmas, não mais uma visão simplista e dualista da contemporaneidade. Porém, a lógica de pensar o mundo ainda é a mesma pré 2007 (crescimento, aumentar o crédito). Após a crise do mercado financeiro, ainda se tenta arrumar as coisas com diversas medidas como produção em países com mão de obra barata, abatimento dos custos da matéria prima, mercado de ações, estímulo direto a capital de alta tecnologia, porém elas não são o bastante. Estamos em outra configuração mundial, globalizada e digital, e essa nova configuração precisa de um novo projeto.

A partir de 2007 o mercado tende a ficar mais competitivo, podendo a mão de obra especializada migrar para países emergentes como Brasil, China, Índia. A Escola de Frankfurt e outras teorias pré-sociedade digital não dão conta de explicar esse cenário em que nos encontramos. Essa era marca o fim das certezas absolutas, e apesar dos pesares (desigualdade, violência, mercantilização) é necessário fugir do pessimismo e desesperança inférteis de alguns teóricos de esquerda.

Kurz, em seu texto “Perdedores Globais” diz que temos que ter um pensamento mais dinâmico, uma agilidade de análise. Temos que repensar uma matriz política, estética, educacional diferente. Nós não devemos ter, pois, um pensamento anacrônico ao mundo que vivemos, mas também não podemos aderir a ele cegamente: podemos subvertê-lo, repensar a contemporaneidade, a questão do corpo, do espaço, da técnica e da psicotécnica.

Globalização

A globalização é um conjunto de transformações na ordem política e econômica mundial que vem acontecendo nas últimas décadas. O ponto central da mudança é a integração dos merca dos numa "aldeia-global", explorada pelas grandes corporações internacionais. Os Estados abandonam gradativamente as barreiras tarifárias para proteger sua produção da concorrência dos produtos estrangeiros e abrem-se ao comércio e ao capital internacional. Esse processo tem sido acompanhado de uma intensa revolução nas tecnologias de informação - telefones, computadores e televisão.

As fontes de informação também se uniformizam devido ao alcance mundial e à crescente popularização dos canais de televisão por assinatura e da Internet. Isso faz com que os desdobramentos da globalização ultrapassem os limites da economia e comecem a provocar uma certa homogeneização cultural entre os países.
Ela é marcada pela expansão mundial das grandes corporações internacionais, um ponto importante desse processo são as mudanças significativas no modo de produção das mercadorias. Auxiliadas pelas facilidades na comunicação e nos transportes, as transnacionais instalam suas fábricas sem qualquer lugar do mundo onde existam as melhores vantagens fiscais, mão-de-obra e matérias-primas baratas. Essa tendência leva a uma transferência de empregos dos países ricos, que possuem altos salários e inúmeros benefícios, para as nações industriais emergentes, com os Tigres Asiáticos. O resultado desse processo é que, atualmente, grande parte dos produtos não tem mais uma nacionalidade definida. Um automóvel de marca norte-americana pode conter peças fabricadas no Japão, ter sido projetado na Alemanha, montado no Brasil e vendido no Canadá.
A rápida evolução e a popularização das tecnologias da informação (computadores, telefones e televisão) têm sido fundamentais para agilizar o comércio e as transações financeiras entre os países.
E o maior uso dos satélites de comunicação permite que alguns canais de televisão sejam transmitidos instantaneamente para diversos países, tudo isso permite uma integração mundial sem precedentes.

Globalização X População

No século XX ocorreu um processo de aprofundamento na integração econômica, social, politica e cultural impulsionada pelo barateamento dos meios de transportes e comunicação do mundo, sendo resumida em um termo: globalização.

A globalização, que ocorreu entre o final do século passado e o ínicio do XXI, trouxe para os tempos atuais mais do que novas e baratas técnologias em comunicação e transporte, assim como por exemplo os satélites, acarretou também em novos cursos energéticos, interligação do capital e microtécnologia. Com este capital interligado o dinheiro pode ser investido em diferentes locais do mundo, havendo investimento em paises de terceiro mundo, onde a mão de obra é qualificada e barata e matéria prima tem custo baixissimo ambas podendo ser livremente exploradas.

Em 1929, na época da grande crise nos E.U.A, Keynes surgiu com um novo plano economico que influenciaria diretamente na sociedade americana, o chamado Plano Circular. Este plano consiste na substituição de importação, desemprego zero, distribuição de renda para os pobres e redução de impostos; todos esses tópicos foram pensados para haver uma circulação do capital entre as camadas baixas da população, que consistia na camada que gastava seu salário de forma integral, assim, não havendo reserva de dinheiro individual.

Apoximadamente 40 anos depois do plano de Keynes em 1973 ocorreram mais avanços na técnologia e assim difunida globalização. O surgimento da biotécnologia fez com que paises que viviam da agricultura, como o Uruguai, terem uma quebra economica, pois agora os frutos e vegetais podem ser modificados genéticamente resistindo as pragas e ao clima, favorecendo mas ainda a economia dos paises de primeiro mundo, mais uma vez. O indice de desemprego cresceu porque a mão de obra humana começou, aos poucos, a ser substituida por maquinas, o mercado começou a abrir crédito para facilitar o pagamento de casas, carros e bens de grande valor e as empresas muitas empresas começaram a abrir seu capital e vender ações. Nessa mesma época o surgimento do plático substituiu produtos que eram feitos com matéria orgânica, por exemplo, o saco de papel foi substituido pelo saco plástico, que hoje é um dos maiores poluentes do mundo.
E por fim, mas não menos importante, as dividas externas, que paises menos favorecidos adquirem e nuca conseguem pagar pois os juros são infindaveis.

Em 2007 a economia americana, tida como a maior do mundo, era de 12 trilhões, ocupano 1/4 da economia mundial da época, que era de 50 trilhões, foram feitos calculos e constatado que os E.U.A havia emprestado pro mundo 622 trilhões. Ironico não? Pode ser, isso porque há um enorme mercado de grande valor que não consiste em dinheiro material, vemos isso no mercado de ações onde circulam empresas que constituem um valor economico maior que de paises em desenvolvimento ou até quebrar paises ditos desemvolvidos, vide Islândia, isso sim é ironico.